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SAIBA QUEM SÃO AS VÍTIMAS MORTAS POR TÉCNICOS DE ENFERMAGEM EM UTI DO DF

  • Foto do escritor: Impacto Sad News
    Impacto Sad News
  • 20 de jan.
  • 3 min de leitura

Pacientes tinham entre 33 e 75 anos e morreram após receberem aplicação de substâncias. Polícia Civil investiga mais de 20 atestados de óbito suspeitos.


A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte de três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), em um caso que chocou o Distrito Federal. As mortes teriam sido provocadas por técnicos de enfermagem, que são suspeitos de aplicar substâncias indevidas nos pacientes. As investigações fazem parte da Operação Anúbis, que já está em sua segunda fase.


Embora a polícia não tenha divulgado oficialmente a identidade das vítimas, a apuração jornalística revelou quem são os pacientes que morreram em circunstâncias suspeitas dentro da UTI. Dois deles eram servidores públicos.



Marcos Moreira, 33 anos



Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, era morador de Brazlândia (DF) e trabalhava como carteiro nos Correios. Ele deu entrada na UTI com dores abdominais e morreu no dia 1º de dezembro de 2025. Marcos deixou uma filha de apenas cinco anos.


O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (Sindect-DF) lamentou a morte do servidor em nota oficial, prestando solidariedade à família e aos colegas de trabalho.


Em entrevista, a esposa de Marcos relatou o choque ao receber a notícia do falecimento. Segundo ela, o marido chegou ao hospital consciente e conversando normalmente com a equipe médica. O velório ocorreu no Campo da Esperança, em Brazlândia.



João Clemente Pereira, 63 anos



Outra vítima é João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Ele foi internado após reclamar de fortes dores de cabeça, sendo diagnosticado com um coágulo na parte superior do crânio.


João passou por cirurgia e, apesar de complicações pulmonares decorrentes da intubação, apresentou melhora clínica. No entanto, no dia 18 de novembro, sofreu quatro paradas cardíacas e não resistiu. Ele estava a dois anos da aposentadoria e deixou esposa, dois filhos e um neto.



Miranilde Pereira da Silva, 75 anos



A terceira vítima é a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. De acordo com a investigação da PCDF, um dos técnicos de enfermagem presos teria injetado desinfetante na paciente, o que teria provocado sua morte.



Investigações em andamento



A Polícia Civil agora apura pelo menos 20 outros atestados de óbito considerados suspeitos em hospitais do Distrito Federal. O objetivo é esclarecer se há mais vítimas e identificar a real dimensão do esquema criminoso.


A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada em 11 de janeiro de 2026, resultando na prisão temporária de dois investigados e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás. Já a segunda fase, realizada no dia 15 de janeiro, cumpriu mais um mandado de prisão temporária e realizou novas apreensões em Ceilândia e Samambaia.



Nota do Hospital Anchieta



Em nota oficial, o Hospital Anchieta informou que identificou circunstâncias atípicas relacionadas aos óbitos e instaurou, por iniciativa própria, um comitê interno de investigação. Segundo o hospital, as evidências encontradas foram encaminhadas às autoridades, resultando na abertura de inquérito policial e na prisão cautelar dos ex-funcionários envolvidos.


A instituição afirmou ainda que entrou em contato com as famílias das vítimas, prestou esclarecimentos e segue colaborando integralmente com as investigações. O hospital destacou que o caso tramita em segredo de justiça e reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência e a Justiça.


As investigações continuam, e a polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.

 
 
 

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